“Era uma tarde de Primavera, o céu estava limpo e era possível sentir que naquele dia iria encontrar a Minha casa.

Saímos a hora planeada e fomos ter à primeira Moradia. Quase supliquei ao Agente Imobiliário que nos mostrasse a casa. Afinal o objetivo não é vender a casa? Posso lá eu comprar uma coisa que ainda não vi.

Quando vi as fotografias soube que era mesmo isto que procurávamos, uma moradia térrea, 4 quartos, com espaço exterior para os miúdos, a garagem com lavandaria, todos sabem o quanto detesto ouvir a máquina a centrifugar.

O Jardim para as tardes de Verão.

E a cozinha, meu Deus, aquela ilha com que sempre sonhei.

Quando o Agente Imobiliário abriu a porta pude ouvir que as vozes celestes entoavam cânticos de Jubileu…

E acabou.

Ninguém me explicou que a porta principal dava para a sala, sala essa que não tinha a nossa lareira.

A cozinha é pequena, teríamos de fazer as refeições na sala, para nós não dá. É essencial que os possamos comer na cozinha. Os miúdos espalham arroz por todo o lado.

E os quartos que não têm roupeiros, já para não falar que as casas de banho são interiores.

Também não gostamos da localização.

Pelo menos nesta casa não teria de ouvir a máquina a centrifugar, mas, não é suficiente para ser a Nossa.”

Consegue rever-se? Alguma vez sentiu que lhe mostraram casas que pareciam ser o que procura e que no fim eram precisamente o oposto?

Acontece porque o Agente, a agência ou alguém que está do lado de cá, não ouviu o que realmente procura. Será que lhe disse o que realmente precisa? Falou-lhe de todos os pormenores? Ou argumentou que só vendo pode saber se é esta a casa dos seus sonhos?

É comum os potenciais clientes estranharem o convite a vir à loja antes de uma visita. Tão frequentemente refutado com a falta de tempo, ficar “fora de mão” ou até por saberem onde fica o imóvel.

Ganha tempo, acredite.

Irá ver o que precisa realmente, ou pelo menos, alguma coisa que fica bem perto do que necessita para a sua realidade familiar.

Nós queremos estar mais perto de si para conhecer o que faz sentido para si, o que privilegia, o que precisa de ter por perto.

Sara Raposo

Gestora de Clientes

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